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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Surge alvorada

Há aqueles dias em que tudo parece nos afagar, nos sorrir. Ainda não sei qual a certa razão de isso acontecer. Pode ser meramente uma confluência de felizes acontecimentos, ou então um inconsciente maquinário cíclico no nosso ser que precisa alternar entre bons e maus humores, ou um maquinário não tão inconsciente assim. Um simples estalo ao acaso e tudo aquilo que está e sempre esteve na sua frente toma sons, cores e olores nunca antes percebidos.

É quando a vida desabrocha e entramos na nossa primavera. Repito que isso me suspeita cíclico, mas não perde sua beleza. Beleza que nos vem em eflúvios vertidos por situações, coisas inanimadas, coisas vivas, não-coisas que antes apenas nos observavam e nós a elas. O violão, a clarineta, o violino vibram-nos a mais interna orquestra e nos regem a mais exuberante sinfonia. Jasmins, gardênias, nenúfares inundam o ar com o mais tênue e revigorante olor. O púrpuro contraste do fim do dia com o começo da noite harmoniza-se com os nossos próprios contrastes. A limitação das palavras para descrever tais sensações é óbvia mas infelizmente temos de nos acostumar a essas limitações e usufruir o melhor delas.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito bom, este texto. É um tipo em que você não entende lendo uma vez. Gosto, também, de sua forma de pôr pronomes aos verbos! Eu sou Rodrigo Félix (tá, esse não é meu sobrenome de verdade...), quem escreveu o começo daquele conto no Orkut, sobre o Félix! Gostei de você ter, de fato, lido... Quiser visitar meu blog...
    ocumulodaexistencia.blogspot.com
    Está no comecinho, nem pus nele um conto ainda...
    Tchau!

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  3. Saber usufruir desses momentos é o que vale . Não deixe que eles se tornem raros , mas que sejam cada vez mais presentes na sua vida. Ter esse olhar e essas sensações é a diferença que existe entre ver que a vida pode ser colorida e que vale a pena ir em frente ,e, se entregar às incertezas que a torna sombria e sem cor.

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